Scanner de mão Portatil

Nobreak

Câmera Genius 10MP

Roteador USB p/ rede 3G

Cineasta James Cameron reinventa tecnologia 3D

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Fonte: Site Omelete e Revista Variety

Em uma troca de e-mails com a Variety, o cineasta James Cameron falou não só sobre seu projeto mais recente, a ficção científica Avatar, como também sobre a tecnologia 3-D, aquela que ressuscitou os óculos especiais e que Hollywood acredita ser o futuro do cinema (ou pelo menos a justificativa maior para que o público não troque o cinema pela sala de estar no futuro próximo).

"Godard falou uma verdade: cinema é mentira a 24 quadros por segundo. É tudo ilusão, e o prêmio vai para quem faz essa ilusão parecer mais real e envolvente. Quando você assiste a uma cena em 3-D, o senso de realismo é supercarregado. Tudos os filmes que eu fiz antes teriam se beneficiado completamente desse novo 3-D. Então, criativamente, eu vejo o formato como uma evolução natural para a minha obra.

Ter 3-D em casa? A única limitação de ter exibição 3-D dentro de casa é o número de filmes disponíveis. Quando houver mais produtos, as companhias de eletrônicos farão mais TVs. A tecnologia existe e está avançando. A Samsung já produziu 2 milhões de TVs widescreen de plasma que decodificam uma excelente imagem 3-D. Mas devemos lembrar que o bom 3-D requer uma relação imersiva entre a tela e quem assiste. A não ser que você assista com o nariz colado em uma tela de 50 polegadas, a experiência não será a mesma da sala de cinema.

Em Avatar não estou filmando diferente, compondo enquadramentos diferentes só porque é 3-D. Meu estilo é o mesmo. Na verdade, depois das primeiras semanas de flmagens, parei de olhar para as tomadas em 3-D enquanto trabalhava, ainda que as câmeras digitais me permitam ver em tempo real as imagens tridimensionais. Eu tinha alguém para checar se o 3-D ficou bom [a imagem 3-D é composta por duas câmeras captando a imagem simultaneamente, como os dois olhos humanos, e é essencial medir bem a distância entre essas duas câmeras para que não haja distorções], em uma pequena sala de cinema que montamos do lado do set. Eu arrumo as tomadas em 2-D num monitor dentro do set, enquanto no fundo da minha cabeça estou imaginando como ficará em 3-D. Desse jeito sei que estou fazendo um bom filme em 2-D. Depois eu monto num [software] Avid normal em 2-D, pelo mesmo motivo.

>Minha missão era manter toda essa idéia de 3-D fora da cabeça dos atores. A maioria esqueceu que estávamos rodando em 3-D, porque no monitor que temos no set a imagem sai em 2-D. Daí, de vez em quando, um dos atores ia no cinema do lado ver como ficaram os copiões, já em 3-D, e saíam com os olhos arregalados.

Eu planejo rodar um filme pequeno do gênero drama em 3-D depois de Avatar, só para provar que a tecnologia não deve ficar restrita a aventuras ou espetáculos musicais. No próprio Avatar há cenas que são puro drama, sem ação ou efeitos, e essas cenas funcionam bem. Acho que o 3-D pode funcionar em um drama de longa-metragem, mas cineastas e estúdios terão que pesar o custo disso [produzir um drama em 3-D].

Eu diria que daqui a dez ou quinze anos telas com 3-D estarão em todos os lugares, de cinemas a propagandas a céu aberto, de TVs a celulares. No futuro mostrado em Avatar, todas os aparelhos com tela, incluindo portáteis ou mesmo fotografias, são em 3-D."


0 comentários:

Postar um comentário